Thiago Brum Teixeira

Carlos Magno e os Pilares da Civilização Ocidental

Carlos Magno e os Pilares da Civilização Ocidental

Ao longo da história da humanidade surgem de tempos em tempos luzes e inspirações que fecundam a cultura e a promove a patamares mais altos. Dentre os maiores desenvolvimentos culturais que impactaram de forma positiva e decisiva o curso dos acontecimentos da civilização ocidental até os dias de hoje, figuram com destaque especial o judaísmo, a filosofia grega, o direito romano e o cristianismo. Carlos Magno, considerado o Pai da Europa, tem papel fundamental na conservação desses pilares da Civilização Ocidental.

Sanzio_01

A Grécia da antiguidade, local de passagem de viajantes e encontros de culturas, recebeu por herança influências de diversos povos, como hebreus, árabes, egípcios, mesopotâmios e hindus e, foi terreno fértil para o florescimento de uma cultura das mais ricas que já se teve notícia, constituída esta por uma profunda mitologia, um refinamento nas artes, uma substancial literatura e, sobretudo, sua filosofia que abrange nada menos que as mais altas conquistas da razão humana.

No período conhecido como Grécia clássica (entre 500 a.C. e 328 a.C.), aconteceu esta fusão cultural, catalisada e sintetizada por ilustres como Platão e Aristóteles, sob influências de sábios como Pitágoras e Sócrates. Vale lembrar que este período, apesar de profícuo, já anunciava a decadência da cultura grega. O império de Alexandre o Grande conquistou grandes extensões territoriais e difundiu o helenismo, que já não era só a mais fina flor da filosofia grega, o materialismo se difundiu com seus antagonismos no confronto entre estoicos e epicuristas. O império de Alexandre só durou durante sua vida, mas numa perspectiva histórica mais distanciada foi muito mais que um conquistador  ambicioso, foi um eficiente polinizador da cultura grega.

Paralelamente à constituição e difusão da filosofia da Grécia, já vinha em desenvolvimento milenar, entre o povo hebreu, a religião judaica, que era o conjunto de ensinamentos e revelações de uma sucessão impressionante de profetas, dentre estes: Abraão, Isaac, Jacó, José, Moisés, Josué, Sansão, Samuel, Davi, Salomão, Elias, Isaías e Daniel só para mencionar alguns principais dentre tantos nomes de destaque entre os judeus. E foi no seio de uma família judia da casa de Davi que surgiria, então, o cristianismo. De Joaquim e Ana, Maria, de sua prima Izabel e Zacarias, veio João Batista, de Maria e José, veio o Emanuel messias, Deus entre nós, anunciado nas sagradas escrituras: Jesus de Nazaré.

Com a ascensão do Império romano, este desenvolve meios de organização política e militar nunca dantes conhecidas, que possibilitaram a conquista e administração de um extenso e longo domínio. As culturas judaica e grega abrigadas sob o estandarte romano presenciaram o advento do cristianismo, com a presença e ensinos do Divino Mestre Jesus e sua posterior transmissão por apóstolos e santos. A longa duração do império romano permitiu a lenta interpenetração e difusão destas ricas e robustas elaborações culturais: o judaísmo, o cristianismo, o direito romano e a filosofia grega.

Após a dissolução do império romano, houve um tempo que o cristianismo e toda cultura da antiguidade estavam fragmentados em pequenas ilhas de resistências em mosteiros e reinados e, ameaçavam ser página virada na história da humanidade. Nesta época sombria para os cristãos, a expansão do império islâmico tomou todo o oriente, norte da África, península ibérica e pretendia dominar todo continente europeu, já enfraquecido pelas terríveis invasões germânicas.

Mapa do Império de Carlos Magno, berço da Civilização Ocidental.

Mapa do Império de Carlos Magno, berço da Civilização Ocidental.

Neste ínterim houve um rei que teve o mérito de unir com maestria as culturas judaico-cristã e greco-romana e se fazer soberano sobre árabes e bárbaros. Impôs seu domínio e a paz entre os seus com sua espada e se consagrou na história como o pai da Europa.

Carlos Magno foi um rei franco que conquistou um amplo império na região onde hoje são os países da França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Suíça, Áustria, Hungria, as repúblicas Tcheca, Eslovaca e partes da Itália e Espanha.

Ele constituiu um enorme exército para a época, desenvolveu novas táticas militares, como a unidade militar da cavalaria. Tinha uma guarda pessoal com os doze melhores cavaleiros e espadachins, seus doze pares de França, assim chamados por serem à semelhança de Carlos Magno e entre si em excelência militar e virtude. Para empunhar uma espada não bastava a força e habilidade, mas, sobretudo a virtude e uma série de preceitos morais que o cavaleiro deveria ser digno. Muitas histórias e lendas foram escritas e contadas das aventuras destes bravos cavaleiros e constituem uma extensa literatura chamada por matéria de França.

Carlos Magno premiava seus cavaleiros por seus méritos com terras e títulos hereditários, criou os títulos de nobreza de duque, marquês, conde e visconde e a base da sociedade feudal fundamentada na confiança entre os homens e na obediência ao monarca, a vassalagem. A palavra feudal vem daí, de fé, de confiança entre soberanos e vassalos.

A partir desses princípios estabeleceu um eficiente sistema administrativo, dividindo as regiões em condados governados por condes e seus assistentes e substitutos, os viscondes (vice-conde). O cargo de missi dominici (enviado do senhor) tinha atribuição de fiscalizar a atuação dos condes em determinada região, na aplicação das leis e cobrança de impostos. O título de marquês era reservado aos governantes e protetores das marcas, regiões mais inóspitas e de fronteiras do reino. O duque governava um ducado que era uma região maior e mais independente. Assim como um condado estava para uma diocese, um ducado estava para uma arquidiocese. Numa comparação apenas ilustrativa, mas um tanto anacrônica, um condado seria como uma cidade e um ducado um estado, porém nas devidas proporções da época, um ducado chegava a ter uma população de aproximadamente 300 mil pessoas, o que seria equivalente hoje a uma pequena cidade brasileira.

O reinado não tinha uma capital fixa, ela se fixava no local onde a corte do palácio estava. A corte palatina era o centro administrativo e era integrada por pessoas de confiança do rei. O principal cargo nessa corte era o de conde palatino, um conselheiro, ministro e administrador do palácio, castelos e terras sob domínio direto do rei.

Foi de Carlos Magno as primeiras leis escritas da idade média, chamadas “Capitulares” por serem organizadas em capítulos. As leis eram estabelecidas de acordo com a necessidade e não na tentativa de prever e controlar situações futuras, como é a tendência moderna. Dentre as 65 “Capitulares” se destacam a criação de juízes, de recursos ao tribunal do palácio, o fortalecimento do uso de testemunhas como provas e a estruturação da educação com base na unificação da cultura grega com a cristã.

Carlos Magno nomeia Alcuíno para cuidar da educação do império trazendo os fundamentos teóricos da Civilização Ocidental.

Carlos Magno nomeia Alcuíno para cuidar da educação do império trazendo os fundamentos teóricos da Civilização Ocidental.

Carlos Magno reuniu em sua corte os maiores intelectuais da época que promoveram o que ficou conhecido como Renascimento Carolíngio, dentre eles: o mestre de latim Pedro de Pisa; o diácono Paulo; o grande gramático e poeta Paulino de Aquiléia; o bispo Isidoro de Sevilha, escritor das etimologias, uma riquíssima enciclopédia de diversos conhecimentos adquiridos pelos gregos e romanos até então; e o homem mais culto de sua época, o monge britânico Alcuíno de Yorque.

O monge era como um braço direito de Carlos Magno na corte, uma espécie de ministro da educação do reinado, que por pedido do rei, organizou as Sete Artes Liberais da antiguidade no Trivium e no Quadrivium e contribuiu para edificar em sua época uma Academia, segundo ele, superior à de Atenas, pois além da ciência das sete artes da Academia de Platão, estava enriquecida com os ensinamentos cristãos, os Sete Dons do Espírito Santo, em analogia às sete artes.

Compõe o Trivium as três disciplinas da linguagem ligadas à natureza humana que compreendem ler, escrever, falar e pensar bem: a Gramática, que abarcava também as artes literárias; a Retórica, que incluía o valor da virtude na oratória; e a Dialética (Lógica), que compreendia o rigor e a coerência do raciocínio e sua expressão. O Quadrivium consiste nas disciplinas ligadas ao mundo natural: a Aritmética, a ciência do número e suas propriedades simbólicas; a Geometria, o estudo do número no espaço; a Música, o estudo do número no tempo; e a Astronomia, aplicação do número no espaço e no tempo. Esta englobava ainda a Cosmologia e a Astrologia. Para rei e Alcuíno, o conhecimento destas sete artes era fundamental para o melhor entendimento dos ensinamentos sagrados, sendo a ciência material uma base para edificação espiritual.

Alcuíno de Yorque trabalhou na formação da liderança religiosa e política da época através da alfabetização, do ensino das sete artes e das sagradas escrituras. Criou a minúscula carolíngia. Na época os escritos eram todos em maiúsculas e sem espaçamento, o que dificultava muito a leitura. O trabalho de mandar reescrever as grandes obras diferenciando maiúsculas e minúsculas e dando espaçamento entre as palavras foram simples e geniais contribuições que permitiram a popularização da leitura.

Carlos Magno é coroado sacro imperador e considerado o pai da civilização ocidental.

Carlos Magno é coroado sacro imperador e considerado o pai da civilização ocidental.

No natal do ano 800, Carlos Magno foi coroado pelo Papa Leão III imperador do Sacro Império Romano Germânico. A partir da data de sua coroação ele instituiu um novo calendário e estabeleceu como referência para o início da contagem do tempo o nascimento de Jesus. Até então cada reino tinha sua própria contagem dos anos a partir do nascimento de seu rei ou outro marco importante do reinado. Foi Carlos Magno que unificou o calendário, colocando em sua base a referência cristã que perdura até os dias de hoje.

Carlos Magno integrou, consolidou e difundiu as mais altas realizações culturais, morais e espirituais de seu tempo, criando a identidade de seu império, que posteriormente seria a própria identidade da Europa, da Idade Média e da própria civilização ocidental, que estaria destinada à expansão, ao domínio e à absorção de outras culturas.

____________________________________________________________________________________________________________________
HOLLAND, Tom. Milênio: a construção da Cristandade e o medo da chegada do ano 1000 na Europa.
LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval.
RIVAS, R. Alcuíno de York: Obras Morales. Introdução, tradução e notas.
WOODS Jr., Thomas E. Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental.

Quer receber nossas atualizações?

É grátis! Aproveite para ficar por dentro de nossos textos e cursos.



Sobre o autor | Website

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

34 Comentários

  1. Wagner Jales disse:

    Muito bom thiago. Recomendaria citar as fontes

  2. Christoph Cury disse:

    Legal Thiago, gostei! Não sabia que tinha sido o Carlos Magno que unificou o calendário cristão. Faz sentido. Abraço

    • Thiago Brum Teixeira disse:

      Grato Christopher, fiquei sabendo disso no livro do historiador Tom Holland chamado Milênio: a construção da cristandade e o medo da chegada do ano 1000 na Europa. Ed. Record. Tá aí uma das referências. 😉

  3. Francisco disse:

    Não entendo o porquê de ensinar-se também a astrologia, haja vista que essa ciência era condenada pela Igreja, como o é ainda hoje.

    • Thiago Brum Teixeira disse:

      Francisco, antes de Carlos Magno a igreja e os cristãos viam como um conhecimento pagão as sete artes liberais. Foi Alcuíno e Carlos Magno que defenderam a importância destes conhecimentos para o entendimento das sagradas escrituras. Depois Hugo de São Vítor também faz uma bela defesa das artes liberais no Didascalicon. Quanto à astrologia, ela só foi banida mesmo da Igreja Católica muito depois. A astrologia reúne praticamente todo conhecimento em psicologia da antiguidade e pode ser entendida como uma linguagem simbólica, muito mais do que a influência direta dos astros. Mas se observar as antigas igrejas e catedrais há muitos elementos da astrologia e inclusive na bíblia, porém este assunto trataremos em outros textos. Valeu!

  4. Gustavo Carvalho disse:

    Excelente texto, Thiago. Continue assim e serei leitor assíduo do seu blog.

    Grande abraço e parabéns pela iniciativa.

    • Thiago Brum Teixeira disse:

      Fico honrado com seu comentário e espero corresponder às expectativas e, quem sabe superá-las? Estamos preparando um conteúdo bem sólido para trazermos por aqui, estamos introduzindo e apresentando os temas que serão aprofundados. Que tenhamos força para darmos continuidade a este projeto, para isso contamos com vocês para nos motivarmos com comentários como estes, curtidas na página no face e compartilhamentos. Seja bem-vindo à nossa Escola de Artes Liberais!

  5. Larissa disse:

    Muito bom meu bem! Parabéns pelo empenho! Desejo crescimento nesse projeto e muitas flores no caminho!

  6. RODRIGO COSTA ABREU disse:

    E quanto à Escolástica, ela absorveu as sete artes? ou ela vem dessa época mesmo, elas nao cem desde Tomás e Aquino e Agostinho…..? Queremos mais de Carlos Magno e Alcuino, grato, aguardo mais e mais do grande Rei! Grato Thiago por compartilhar o conhecimento e pesquisas.

    • Oi Rodrigo, a escolástica se iniciou exatamente no reino de Carlos Magno sob direção de Alcuíno, que dirigiu a escola palatina, que pode ser considerada como a primeira universidade da Idade Média. Quem presidia a escola eram mestres eclesiásticos denominados “scholasticus” e daí o origem dessa filosofia, que era ensinada na escola palatina. A essência da escolástica é o ensino das sete artes integrada ao cristianismo, com o esoterismo pitagórico que alguns chamam de misticismo e prefiro que chamar de perspectiva transcedental e, principalmente o desenvolvimento da dialética que chegou em seu auge com Tomás de Aquino uns 400 anos depois de Carlos Magno. Então a Escolástica não absorveu as sets artes e sim surgiu da união delas com o cristianismo. Quanto à Santo Agostinho é bem antes de Alcuíno e ligado à filosofia Patrística, que era o pensamento dos padres cristãos com influências maiores das epístolas de São Paulo e do evangelho de São João. Porém Santo Agostinho foi reconhecido como o maior de todos os padres da patrística e em sua obra já vislumbramos elementos da escolástica, mas que só ganhou contornos definidos na época de Carlos Magno. A Escolástica não é um rompimento com a patrística e nem com a filosofia grega e sim a continuação e o desenvolvimento de uma mesma tradição cultural. Aguarde que traremos mais detalhes em próximos textos e principalmente como esta tradição cultural chega aos dia de hoje. Valeu, válendo!

  7. Lucas Chibli disse:

    Muito bom Thiago, belo texto, bem escrito e fundamentado. Muito interessante a ligação da cultura com a espiritualidade. Prosperidade para o blog 😉

  8. Joao Alves disse:

    Olá Thiago,
    Muito bom o texto…esta referência que o mesmo “criou” os lugares de duque e marquês…vc pode citar qual a referência…
    Outra pergunta…vc sabe me dizer se Carlos Magno divulgou algum documento onde ele demonstrava alguma reverência a Virgem Maria?

    Forte abraço
    João Alves

    • Thiago Brum Teixeira disse:

      Olá João Alves, este texto foi fruto de um ano de pesquisas e leituras diversas e um belo dia sentei e escrevi a maior parte do texto sem consultar as referências, só de memória, por isso considero um ensaio, algo mais opinativo e livre e não científico. As referências principais para o texto são as abaixo, porém vou procurar exatamente onde li isso da criação desses cargos. Mas se colocar no google vai aparecer um tanto de coisas sobre isso, porque é uma coisa até bem conhecida.

      Quanto à Virgem Maria é também bem conhecido que ele tinha uma veneração especial por ela e por Santana sua mãe também. Há cartas que ele escreveu demonstrando isso, orações e inclusive uma muito bela é atribuída a ele, mas claro não se tem certeza. Por isso que o objetivo desse blog é seguir uma linha mais livre de ensaios, do que se prender em racionais certezas que tolem a imaginação e as possibilidades. Porém cabe a cada um peneirar, examinar e aproveitar se for o caso.

      Fique ligado que em breve tem mais. Acho que vou fazer um texto costurando essas respostas aos comentários (rsrsrs). Valeu!

      http://www.infoescola.com/historia/alexandre-magno-e-a-cultura-helenistica/

      http://gloriadaidademedia.blogspot.com.br/

      HOLLAND, Tom. Milênio: a construção da Cristandade e o medo da chegada do ano 1000 na Europa. Rio de Janeiro: Record, 2014.

      LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1983.

      RIVAS, R. Alcuíno de York: Obras morales. Introdução, tradução e notas. Espanha: EUNSA, 2004.

      WOODS Jr., Thomas E. Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental. São Paulo: Quadrante, 2010.

      • Joao Alves disse:

        Muito grato Thiago…esclarecedor…
        Sabes me dizer qual foi a oração bonita que vc cita na resposta…ou em qual referência está…

        Forte abraço.

        • Thiago Brum Teixeira disse:

          quer na bandeja? é essa mesmo que vc tá pensando. rsrs está em francês. estou pesquisando cartas com outros declarações e orações. vou reunir o material e posto no blog, ok? abraço!

          • Andréa Teixeira disse:

            Thiago

            Parabéns pelos textos e grata por compartilhar seu conhecimento. Sobre a oração a senhora santana sabe se ela está escrita até hoje em alguma igreja na frança?

  9. Eugênio disse:

    Muito didático.Parabens

  10. Heloiza helena Entringer pereira disse:

    Excelente! Um despertar do gosto pelas personagens que deram ao mundo e à história um “fiat” único e inigualavel. Parabéns pela abordagem de tão profícua leitura.

  11. Mariana Sá disse:

    Muito interessante, Thiago! Grata por compartilhar esse ensaio. Me interessei em estudar um pouco mais dessas artes liberais e Carlos Magno. Você me indica alguma (s) fonte (s)?
    Grata!

    • Oi Mariana, só acompanhar nosso site, colocaremos as melhores referências que encontrarmos e trataremos do assunto em profundidade. Há pouco material em português ainda e muitas distorções, então estamos começando do começo mesmo. Abraço!

  12. Maurício disse:

    Olá Thiago,
    No texto você faz uma afirmação de que a escola de filosofia de Platão se chamava Liceu. Sou professor de filosofia e até onde sei Liceu era o nome da escola de Aristóteles, a de Platão chamava-se Academia.
    Abraços

    • escoladeartesliberais disse:

      Grato, iremos corrigir o lapso. No texto posterior pode ver que nomeio da devida forma. abraço!

  13. Ricardo Teixeira disse:

    Meu amigo Thiago Brum, to gostando bastante. Bem escrito e perfilado de pontos a descortinar exames e interrelações com outras doutrinas filosóficas e esotéricas, espirituais.

    A respeito do Natal? Data de nascimento de Jesus Cristo. O Rei Carlos Magno chegou a uma conclusão da exatidão da data com base na astrologia, ou prevalece que a data foi definida por proximidade ao solstício e para sobrepor outras festas pagãs no mesmo período?

    • escoladeartesliberais disse:

      Oi Ricardo, grato pelo comentário. Quanto a esse assunto, ainda estamos estudando. A maioria dos textos estão em latim, mas existe sim textos a respeito de estudos astronômicos para o cálculo das datas de cerimônias religiosas. Valeu!

  14. Kleber Almeida Freitas HIS-TD disse:

    Como assim terríveis invasões germânicas?

    O Carlos Magno era Rei dos Francis, que era uma tribo germânica.

    • Isabela Abes Casaca disse:

      Boa noite Kleber, grata pelo comentário.
      Realmente, Carlos Magno era rei dos fracos, uma das várias tribos germânicas.
      Os francos foram os primeiros a se converterem para o cristianismo, durante o reinado de Carlos já eram cristãos há muito tempo.
      Existiam outras tribos germânicas, como os saxões, que ainda não eram cristianizados e eram bem terríveis.

  15. Me alegrou o coração ler os textos “liberais” apresentados aqui. Me fez viajar no tempo, voltar a reconectar os pontos e pilares que sustentam o presente futuro… Em uma de minhas canções chamada – Além mar – canto ” Cultive as sementes de luz que um amigo plantou em seu coração, existir é sua missão”. Artes Liberais, Dons do Espírito me parecem sementes de Luz…Gratidão por este belo trabalho Thiago